Training bots: inovando os processos de aprendizagem

Os training bots representam novos e importantes passos na evolução da educação corporativa. Usá-los facilita a criação de novas trilhas de aprendizado e contribui para que atividades práticas, relacionadas à rotina de trabalho, sejam realizadas em tempo real.

 

Para entender mais sobre o assunto, confira a entrevista com o gerente de soluções da Learning Tribes, Murilo Dias.

 

 

1. Murilo, conte-nos um pouco sobre sua carreira e o que faz na Learning Tribes?

 

Comecei minha carreira aos 21 anos, como analista de treinamento dentro do RH. Desenvolvi aptidões diversas, como desenvolvimento de conteúdo e aplicação e análise de ROI. Posteriormente, comecei a realizar trabalhos de consultoria para soluções presenciais e digitais. Essa vivência me levou ao caminho que sigo atualmente, de inovação e capacitação. Na Learning Tribes, atuo como um gerente de soluções, ou seja, o parceiro que sempre leva ideias específicas e personalizadas para cada demanda, buscando resultados que apoiem o processo de capacitação dentro das organizações.

 

2. Como você entende a inovação nos processos de aprendizagem? E qual a relação dos Training Bots nesse processo?

 

Para definir alguns pontos, sem discussão semântica e de maneira bem objetiva, a inovação é uma resposta criativa e eficiente a uma situação desafiadora. Com todo o “boom” tecnológico, inovação e tecnologia são vistas como uma coisa só e isso nem sempre é verdade, “giz e quadro negro” podem ser inovadores.

 

Quanto aos bots, já são soluções clássicas no marketing digital e, quando suportados por uma Inteligência Artificial, nós conseguimos usá-los para abrir o mundo da internet e redes sociais sem perder a interação com as ferramentas oficiais das companhias. Por exemplo: LMS, sistemas de RH, CRM etc.

 

 

3. Então, se trata de uma solução digital de treinamento criada a partir de Inteligência artificial?

 

Exatamente! Hoje, nós oferecemos várias opções: desde um training bot muito simples, que utiliza somente o conceito de A.I., até mesmo bots que reconhecem se sua face demonstra desinteresse pelo curso, por exemplo, que é o nosso máximo em Inteligência Artificial.

 

O training bot mais simples (que é construído como uma árvore de decisão) se torna mais barato do que um módulo de e-learning. Ainda assim, temos a opção de uma solução “prime”, que tem a capacidade aprender com seus usuários com ou sem a intervenção de um humano.

 

É oferecida sempre uma relação melhor de investimento-benefício e, se o colaborador, que não deixa de ser um aluno, chega até uma “rua sem saída”, o robô o direciona para um humano.

 

 

4. Existe algum ponto fraco ou risco que precisa da atenção dos profissionais de educação corporativa?

 

O principal é se preocupar em utilizar ou, até mesmo, criar uma excelente ferramenta, que trará consigo algum custo relativamente proporcional, sem antes se preocupar com as pessoas que estão envolvidas nesses momentos de aprendizado.

 

Gosto de dizer que a melhor ferramenta do mundo, se mal apresentada, nunca funcionará. Então, é preciso pensar na comunicação, na gamificação, no engajamento e no ensino antes mesmo de pensar em qual solução. Só depois disso, optar ou não pela utilização do robô de treinamento ou de qualquer outra solução.

 

 

5. Quais são os maiores benefícios que os Training Bots podem trazer o treinamento?

 

São vários, mas para destacar alguns: o primeiro é a possibilidade do robô conduzir o colaborador às mais diversas fontes de conteúdo, sejam elas informais e externas às suas respectivas empresas, como YouTube, redes sociais, blogs e toda internet ou sistemas internos, como LMS, ERP e CRM.

 

Outra excelente vantagem é o fato do training bot funcionar quase como uma persona de um hub de aprendizagem, que dá ritmo e conectividade às atividades à distância e presenciais, formando assim o verdadeiro blended learning.

 

Por fim, o fato de dar protagonismo aos colaboradores, com atividades coconstrutivas e colaborativas, onde tais atividades acontecem em tempo real com a vida real.

 

 

6. Como eles podem aparecer nos treinamentos corporativos?

 

Hoje, no Brasil, nós temos utilizado isso com mais frequência em três cenários. No primeiro, em programas de treinamento pontuais e o exemplo é lançamento de produtos. Nesse caso, nós fazemos todas as atividades de preparação para o pontapé inicial, tratando o conteúdo mais superficial e mantendo um FAQ, assim buscamos uma equalização das orientações.

 

O segundo momento é aquele em que substituímos as avaliações que medem conhecimento por atividades que avaliam competência. O colaborador pode interagir com o robô enviar um vídeo de si mesmo cumprindo uma missão do programa de treinamento, por exemplo.

 

Também estamos utilizando essa solução no exato momento dos treinamentos presenciais, pois assim fazemos um treinamento mais amigável, interativo, interessante e, principalmente, oferecemos ritmo de comunicação com o que foi ou será feito à distância.

 

É importante esclarecer que o training bot é uma ferramenta. As estratégias de engajamento, a engenharia de aprendizado e o formato dos treinamentos são os fatores que definem tal utilização.



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