Os bots serão nossos professores do futuro?

Utilizados inicialmente como ferramentas de marketing e de relacionamento com o cliente, os bots passaram a ter atuação estratégica na área de RH, especialmente, na capacitação profissional

Bastante utilizado na área de marketing, os bots continuam sendo um canal de comunicação privilegiado entre uma marca e seus clientes, por causa de sua integração direta a aplicativos de troca de mensagens.

O sucesso do uso de robôs está ligado à capacidade de comparar produtos de diferentes sites de e-commerce ou, ainda, para pesquisar e reservar o restaurante do momento. Os bots utilizam fontes de dados existentes para criar esquemas lógicos de conversa,eles também podem ser integrados à inteligência artificial para melhorar, em tempo real, o desempenho conversacional. Há alguns anos, os bots apareceram no mundo do ensino superior e da formação,por exemplo, sem recorrer à Inteligência artificial (IA), um bot pode aconselhar um aluno sobre o melhor caminho a seguir na formação on-line, levando em consideração seus critérios, o tempo disponível.

Ele pode assumir a forma de um orientador virtual integrado a um aplicativo de troca de mensagens instantâneas, como o Messenger e o WeChat, simplificando, assim, a experiência de um internauta durante a procura de uma formação on-line. Apesar da praticidade na hora da pesquisa, existem alguns limites: gestão da conversa, por meio da seleção de botões de múltipla escolha, nenhuma gestão da ortografia,mas é aí que a integração de algoritmos de machine learning nos ajuda a ir muito mais longe na utilização de bots no setor de formação.

 

O bot poderia tornar-se um formador totalmente à parte?

O bot está cada vez mais inteligente e reforça seus conhecimentos durante as interações. Foi assim que o robô Jill Watson foi capaz de responder às perguntas dos estudantes da Georgia Tech. No âmbito da formação profissional, para os Learning Management System (LMS), que integram uma dimensão blended learning e atividades colaborativas, torna-se,  bastante concebível trabalhar, a partir de agora, com um bot community manager., Sistema esse, cuja origem é a inteligência artificial e que saberá responder às diferentes perguntas nos fóruns de discussão, em caso de baixa interação, estimulando a comunidade de alunos. O LMS é capaz, ainda, de  lembrar o aluno, através do Messenger, de sua próxima sessão de formação presencial ou, ainda, coletar os comentários dos alunos após uma formação. As possibilidades de uso são inúmeras, o importante é manter e, até mesmo, favorecer o ato social da formação, a fim de tornar a experiência pedagógica dos alunos mais eficaz, fluida e lúdica.

Os bots: o menor do melhor conteúdo.

O robô conversacional está desenhando o futuro da formação.Ainda que o bot não possa substituir um formador humano, ele é capaz de analisar milhões de dados mais rápido que o cérebro humano. Além dos catálogos clássicos de formação on-line, como os Mooc e Spoc, a Internet é uma verdadeira mina de conteúdos de formação acessíveis a todos. Dessa forma, o grande desafio é a qualidade desse conteúdo e sua relevância seguindo as expectativas do aluno. É aí que o machine learning ou o deep learning entram na “jogada”. Será possível criar caminhos de formação sob medida para um usuário, integrando o conteúdo de fontes e plataformas diferentes: de acordo com o tema desejado, o bot garimpará diversos elementos, como uma conferência TED de Bill Clinton, um Mooc de uma escola de elite ou universidade, um artigo de pesquisa de acesso livre do MIT ou um tutorial no YouTube. O bot não oferecerá os dados de uma única plataforma, ele possibilitará o acesso a uma grande quantidade de informações que inundam a Internet para oferecer uma formação personalizada de qualidade.

A revolução da formação na era digital

Para fazer com que o bot seja, de fato, uma ferramenta de formação profissional, faz-se necessário estimular o usuário a aproveitar esta oportunidade e solicitar um robô que exprima suas próprias necessidades. Aguardar as notificações não seria produtivo e não exploraria as habilidades dessa nova ferramenta.  Portanto, será integrando, ao máximo, o bot a aplicativos de troca de mensagens que o usuário será capaz de se familiarizar com ele.

 



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