Mobile Learning: a revolução da formação profissional?

Escrito por Philippe Riveron. Houve um crescimento anual de mais de 50% no mercado mundial de mobile learning. Indo além dos números, essa modalidade de aprendizagem pode revolucionar o aprendizado.

O mobile learning modifica os métodos de aprendizagem

Graças ao mobile learning, o funcionário desenvolve suas competências por meio de uma ferramenta móvel, que pode ser um smartphone ou um tablet. O acesso ao conhecimento é facilitado, pois ele permite realizar os estudos a qualquer instante, quando o colaborador precisar e estiver disponível. Isso impacta nos conteúdos e formatos.

Sobre os conteúdos, a engenharia pedagógica terá que adaptar os conteúdos para que eles sejam otimizados: menos texto e um forte storytelling, com mais conteúdo visual, como vídeos, que costumam ser bastante apreciados pelos aprendizes. Da mesma forma, o vídeo é conteúdo descendente, logo, é preciso criar interações com o funcionário antes e depois, para que seu investimento valha a pena, propondo, por exemplo, questionários.

O formato deve ser pensado para que o aprendiz possa se formar quando quiser e puder. Então, é necessário que o formato disponibilizado seja curto – uma duração que varia entre 3 e 7 minutos é considerada ideal. Dessa forma, a jornada de formação acaba ficando mais longa, para manter uma coerência, mas ela é assimilada em doses homeopáticas, ou seja, em pequenas sequências regulares.

Atualmente, nenhum setor é poupado dessa transformação de aprendizagem. Na verdade, o principal interesse do mobile learning é proporcionar uma formação de forma mais rápida a um número maior de pessoas, graças a uma ferramenta utilizada por todos. Até mesmo a indústria é afetada, pois há cada vez menos computadores portáteis nos postos de trabalho. Portanto, a prática do mobile learning é uma vantagem real, mesmo que na França, ao contrário de outros países como a China, ela conheça um limite social vida privada/vida profissional.

Mobile learning: quais são as vantagens?

Pouco a pouco, a aprendizagem móvel está conquistando terreno e transformando os métodos de aprendizagem com aplicativos diferentes daqueles que existiam até o momento. Essa questão é objeto de uma grande pesquisa em engenharia pedagógica. As redes sociais corporativas que possibilitam o acesso pelo celular, como o Workplace, certamente serão a porta de entrada para a formação profissional nos próximos anos: com elas, será possível acessar conteúdos e também interagir com uma comunidade de aprendizes da mesma formação.

A realidade virtual permite proporcionar ao aprendiz uma experiência completamente diferente, criando um verdadeiro universo e, assim, uma formação mais imersiva. O objetivo é que ele apreenda um universo totalmente desconhecido para ele.

No entanto, essa nova forma de aprendizagem não dispensa os métodos mais tradicionais, como o presencial, uma modalidade muito mais lúdica do que o mobile learning quando a formação é bem sedimentada. Essas duas modalidades não se opõem: o mobile learning cobre as falhas que a formação presencial pode apresentar e vice-versa.

Hoje em dia, a formação se baseia cada vez mais nos dispositivos móveis, mas a utilização deles não é um fim. Trata-se de uma ferramenta formidável para atingir populações que não tinham acesso a ela antes, como os funcionários remotos, por exemplo: é um “acelerador de formação”. O mobile learning (e, de modo geral, o digital learning) não é suficiente, dependendo do tipo de necessidade do funcionário. Por fim, integraremos o mobile learning a outras modalidades, criando caminhos multimodais, o que conhecemos como blended learning.



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